Gustavo Dias Henrique, um dos vice-presidentes da CBF, não conseguiu emplacar uma campanha vencedora ao lado de Renan Calheiros
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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A vitória de Arthur Lira (PP) e a derrota de Renan Calheiros (MDB) na corrida pelas vagas no Senado por Alagoas mexem com dois figurões do cenário político da CBF.
Nas letras pequenas que apontam os suplentes das candidaturas, Gustavo Feijó, que é diretor de seleções, apareceu no lado vencedor: o de Lira.
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Já Gustavo Dias Henrique, um dos vice-presidentes da CBF, não conseguiu emplacar uma campanha vencedora ao lado de Renan.
Feijó é o segundo suplente de Lira, que foi o candidato mais votado para o Senado em Alagoas: 948.703 votos (28,87%).
Renan Calheiros, por outro lado, deixará o Congresso após 32 anos. Os 731.045 votos (22,24%) não foram suficientes para assegurá-lo mais um mandato.
Gustavo Dias Henrique entrou na chapa como primeiro suplente de Renan, graças à boa relação que mantém com o atual governador de Alagoas, Paulo Dantas. Os dois são amigos desde a juventude.
QUEM TIROU RENAN? Entre Lira e Renan, quem ficou com a segunda vaga no Senado em Alagoas foi Marina JHC, mulher do novo governador eleito, JHC, que faturou o pleito no primeiro turno, com 52,2% dos votos.
A eleição para governador também derrubou outro membro da família Calheiros. Renan Filho até teve 47,37% dos votos, mas não conseguiu forçar o segundo turno.
TEM IMPACTO NA CBF? Embora em chapas concorrentes, Gustavo Dias Henrique e Gustavo Feijó passam longe de ser rivais na CBF. Os dois chegaram a brincar nos bastidores sobre a concorrência entre si na política partidária.
Feijó e Dias Henrique fizeram parte do grupo político que se organizou para levar Samir Xaud à presidência após a queda de Ednaldo Rodrigues.
Gustavo Dias Henrique é nesta segunda-feira (5) a figura que movimenta articulações políticas da CBF dentro e fora do universo da bola.
Ele era diretor de relações institucionais nos tempos de Ednaldo, mas por pertencer à ala de Brasília que ganhou espaço na CBF, subiu para a função de vice-presidente na chapa de Xaud.
Gustavo Feijó, apesar de ter o cargo de diretor de seleções, não se envolve tanto no dia a dia do setor. Isso é atribuição do coordenador Rodrigo Caetano. Mas tanto Feijó quanto Dias Henrique estavam na Copa do Mundo com a seleção brasileira.
Em Brasília, Dias Henrique foi diretor Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) e, depois, indicado à presidência da Biotic S/A, subsidiária da Terracap, na gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB).
Feijó, o suplente que se deu bem nessa história, já foi prefeito de Boca da Mata (AL).
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