Bloqueios, protestos ou outros incidentes relacionados com a mobilização estudantil na França afetaram hoje mais de 400 escolas. Os protestos reivindicam mais professores substitutos, melhores condições de funcionamento dos edifícios escolares e de ensino
© REUTERS/Yves Herman
Um adolescente de 15 anos sofreu, esta segunda-feira (5), a amputação de uma mão em Lens, no norte de França, durante os protestos estudantis, quando uma granada explodiu na sua mão esquerda.
O incidente aconteceu em frente a uma escola, por volta das 10h30 locais, conforme anunciado por François-Xavier Lauch, autarca de Pas-de-Calais, e pelo procurador público de Béthune, Étienne Thieffry, durante uma coletiva de imprensa.
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“Infelizmente, um estudante do ensino médio ficou gravemente ferido durante uma manifestação. Um jovem de 15 anos teve a mão arrancada”, declarou François-Xavier Lauch, autarca de Pas-de-Calais, citado pelo Le Parisien.
O jovem de 15 anos foi atingido por uma granada lançada pela polícia de choque, que explodiu em seguida, de acordo com as primeiras investigações. O estudante imediatamente socorrido pelos serviços de emergência e levado de urgência para o Hospital Universitário de Lille, mas não corre risco de vida.
A Inspeção Geral da Polícia Nacional (IGPN), órgão de supervisão policial, abriu uma investigação sobre suposta “violência que resultou em incapacidade/mutilação permanente”.
A investigação visa “esclarecer completamente a cronologia dos fatos e o relato dos eventos que levaram à amputação da mão” do jovem e também “determinar se os critérios para o uso desse tipo de granada foram atendidos”, acrescentou o Ministério Público francês.
Mais de 400 escolas afetadas Bloqueios, protestos ou outros incidentes relacionados com a mobilização estudantil na França afetaram hoje mais de 400 escolas neste país, segundo o Ministério da Educação.
Esta mobilização reivindica mais professores substitutos, melhores condições de funcionamento dos edifícios escolares e de ensino.
Ao todo, 413 escolas foram hoje afetadas, um número que representa uma quebra de 27% face às 564 de sexta-feira de manhã e de 32% face às 610 registadas na quinta-feira.
As autoridades salientaram que 40% das escolas afetadas esta segunda-feira não tinham registado incidentes anteriormente, o que, na sua opinião, sugere uma tentativa de expansão do movimento a outras escolas.
A França tem 3.700 escolas de ensino médio.
Além dos bloqueios escolares, os protestos foram acompanhados por incêndios, danos materiais e confrontos com as forças de segurança, que se repetiram esta segunda-feira em algumas escolas de cidades como Paris e Toulouse, entre outras.
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