O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou a retirada de cerca de 5 mil soldados americanos que estavam posicionados na Alemanha, em uma decisão que aumenta a tensão diplomática entre Washington e aliados europeus da Otan.
Segundo informações divulgadas pelo Pentágono, a retirada das tropas deve ocorrer ao longo dos próximos meses e faz parte de uma reavaliação estratégica da presença militar americana na Europa. O movimento acontece em meio ao desgaste nas relações entre o governo Trump e líderes europeus, principalmente após críticas feitas pelo chanceler alemão Friedrich Merz sobre a postura dos Estados Unidos no conflito envolvendo o Irã.
A Alemanha atualmente abriga uma das maiores bases militares americanas fora dos Estados Unidos, funcionando como ponto estratégico para operações militares no Oriente Médio e na Europa. Com a redução das tropas, analistas internacionais avaliam que a medida pode enfraquecer a influência militar americana no continente europeu e abrir espaço para um maior protagonismo das forças europeias dentro da Otan.
Trump afirmou neste sábado (2) que a redução pode ser ainda maior do que o inicialmente anunciado. Em declaração à imprensa antes de embarcar no Air Force One, o presidente americano disse que pretende “reduzir drasticamente” a presença militar no território alemão.
Nos bastidores, integrantes da Otan demonstraram preocupação com a decisão unilateral da Casa Branca. Parlamentares americanos e líderes europeus avaliam que a retirada pode fortalecer adversários estratégicos, como a Rússia, além de aumentar as divisões internas dentro da aliança militar ocidental.
A medida também ocorre em um momento de crescente tensão internacional envolvendo a guerra no Irã e divergências entre os Estados Unidos e países europeus sobre o apoio militar na região do Estreito de Ormuz.
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