O antigo guarda-redes reclama o pagamento de mais de três milhões de euros por parte da seguradora Fidelidade e do FC Porto, depois do enfarte sofrido enquanto jogava no clube azul e branco.
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Iker Casillas retornou ao Porto nesta segunda-feira para comparecer ao Tribunal do Trabalho da cidade e prestar depoimento no processo em que exige uma indenização de 3,7 milhões de euros da seguradora Fidelidade e do FC Porto.
O caso está relacionado ao infarto agudo do miocárdio sofrido pelo ex-goleiro em maio de 2019, quando ainda defendia o clube português. Como o episódio ocorreu durante um treinamento no Centro de Treinamento do Olival, Casillas reivindica o pagamento de uma indenização milionária.
O ex-jogador da seleção espanhola alega que ficou com limitações permanentes para o trabalho e, por isso, abriu o processo, que tramita desde outubro de 2021. Segundo o jornal Público, tanto a seguradora quanto o FC Porto sustentam que não há provas de que o esforço físico realizado durante o treino tenha sido a causa direta do problema de saúde.
Durante a audiência desta segunda-feira, Casillas relembrou os dias que antecederam o infarto, afirmando que tudo transcorria normalmente. Ele também descreveu o dia em que sofreu o episódio cardíaco.
Segundo o ex-goleiro, ele chegou ao centro de treinamento para mais uma sessão de trabalho após deixar os filhos na escola. Em seguida, tomou café da manhã antes de realizar atividades na academia. Somente mais tarde, por volta das 11 horas, sentiu uma forte pressão no peito e precisou se deitar.
Após momentos de tensão, Casillas foi atendido pelo médico Nelson Puga e encaminhado ao Hospital CUF.
Recuperação lenta e sequelas duradouras
No tribunal, Iker Casillas voltou a afirmar que o infarto mudou completamente sua vida. Ele explicou que, após o episódio, permaneceu vários dias em repouso absoluto e que só depois começou a caminhar gradualmente.
O ex-jogador declarou que só voltou a se sentir bem fisicamente cerca de sete meses depois. Atualmente, consegue frequentar a academia e jogar padel, mas afirma que não consegue correr.
Apesar disso, continua participando de partidas comemorativas de ex-jogadores, como os jogos de lendas do Real Madrid. Questionado pela seguradora sobre essa atividade, Casillas minimizou a situação e explicou que se trata de jogos amistosos, sem a intensidade e o ritmo de uma competição profissional.
Durante a audiência, a seguradora também apresentou sua defesa alegando que o espanhol mantinha hábitos considerados excessivos em sua vida pessoal, incluindo consumo de álcool e saídas noturnas ao longo da carreira.
Não é a primeira vez que a Fidelidade levanta esse tipo de argumento. Um dos pontos de sua defesa é que Casillas apresentava níveis de colesterol acima dos limites recomendados. No ano passado, a seguradora já havia apontado supostas inconsistências no relato do ex-goleiro, conforme destacou o jornal Público.
Vale lembrar que, alguns meses após sofrer o infarto, Iker Casillas anunciou oficialmente sua aposentadoria do futebol profissional.
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