O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou acreditar que existe uma “possibilidade real” de encerrar a guerra contra a Rússia. Segundo ele, o papel dos Estados Unidos será decisivo nesse processo. Por isso, Zelensky pretende se reunir com o presidente norte-americano, Donald Trump, durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que será realizada em Ancara, na Turquia, para discutir uma nova mediação do conflito.
Em uma conversa por telefone realizada na véspera, que Zelensky classificou como “muito boa”, o presidente ucraniano atualizou Trump sobre a situação no campo de batalha. Na ocasião, também negou a afirmação do Kremlin de que a cidade estratégica de Kostiantynivka, no leste da Ucrânia, teria sido tomada pelas forças russas.
Tanto Zelensky quanto seus aliados europeus avaliam que a posição da Ucrânia no front e os ataques de longo alcance contra alvos em território russo, destinados a enfraquecer a capacidade militar de Moscou, colocam Kiev em uma situação mais favorável para negociar um eventual acordo de paz.
As negociações mediadas pelos Estados Unidos estavam paralisadas desde antes do conflito entre EUA e Irã, no fim de fevereiro. Segundo Washington, nem Rússia nem Ucrânia demonstravam disposição concreta para avançar rumo a um cessar-fogo e, posteriormente, a um acordo de paz.
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Em uma publicação nas redes sociais, Zelensky afirmou que agora acredita haver “uma possibilidade real de pôr fim à guerra” e reforçou que “a determinação dos Estados Unidos é decisiva”.
Segundo o presidente ucraniano, ele e Trump concordaram em dar continuidade às conversas durante a cúpula da OTAN, que acontecerá na próxima semana, em Ancara.
Também na véspera, Donald Trump conversou por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin. Durante a ligação, o líder russo reafirmou que pretende conquistar toda a região de Donbass, apesar da resistência ucraniana, e afirmou que as forças russas tomaram 133 localidades na Ucrânia desde o início de 2026.
No entanto, o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês), sediado nos Estados Unidos, classificou essas declarações como “amplamente exageradas”, afirmando que elas “não correspondem à realidade no campo de batalha”.
Segundo a análise mais recente do instituto, há evidências de que as forças russas capturaram ou se infiltraram em 64 localidades e ocuparam cerca de 621,7 quilômetros quadrados de território desde o início de 2026.
Ainda de acordo com o ISW, somente durante o mês de junho, as tropas russas capturaram ou se infiltraram em 20 localidades e avançaram aproximadamente 30,42 quilômetros quadrados.
“Esses números incluem localidades nas quais as forças russas apenas conseguiram uma infiltração parcial. Mesmo considerando esses casos, os dados não correspondem ao cenário apresentado por Putin”, conclui o relatório.
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