O julgamento será retomado apenas em 2025. Se condenada, Zambelli terá a diplomação cassada e ficará inelegível pelo período de oito anos, a serem contados a partir de 2022.
Abuso de poder político. A utilização do poder econômico e o gasto de recursos públicos também são apontados pelo relator.
A defesa se baseou na popularidade de Zambelli para explicar a disseminação de mentiras nas redes sociais. “As postagens mencionadas não tiveram impulsionamento pago”, disse a advogada da defesa, Flavia Guth. “Não há sequer demonstração de efeitos concretos dessas postagens”, disse ela, que completou: “Há tentativa de penalizar aqueles que possuem ideias e opiniões contrapostas às da autora”.
Três votos acompanharam o relator. Os votos foram dados pelo presidente do TRE-SP, desembargador Silmar Fernandes, e os juízes Cotrim Guimarães e Claudio Langroiva. O julgamento foi suspenso após pedido de vistas da juíza Maria Cláudia Bedotti.
Caberá recurso. Além da juíza Maria Cláudia Bedotti, ainda votam os juízes Régis de Castilho e Rogério Cury.
Não é demasiado se reconhecer que as condutas da representada alcançaram repercussão e gravidade aptas a influenciar na vontade livre e consciente do eleitor e em prejuízo da isonomia da disputa eleitoral. Portanto, realidades justificadoras da cassação do diploma de deputada federal e da declaração de inelegibilidade, sanções a ela impostas por prática de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.Encinas Manfré, desembargador do TRE-SP