A Polícia Federal (PF) realizou, na manhã desta quarta-feira, 2, uma operação que cumpriu um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão contra suspeitos envolvidos em um esquema de fraudes contra a Caixa Econômica Federal. A operação, batizada de “Principalem” — termo em latim que significa “mandante” — teve como objetivo principal identificar e capturar o líder do esquema criminoso.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso utilizava documentos falsos para se passar por correntistas da Caixa Econômica Federal. Com essa tática, conseguiam alterar as senhas das contas das vítimas, permitindo que fossem realizados saques indevidos e compras utilizando o dinheiro alheio.
O mandante do esquema, apontado como o principal alvo da operação, atuava aliciando pessoas em situação de vulnerabilidade social, incluindo usuários de drogas, para participarem do esquema. Essas pessoas eram orientadas a comparecer às agências bancárias apresentando documentos falsificados e cadastrando novas senhas.
Em troca, os aliciados recebiam pagamentos de pequeno valor por cada participação no golpe, enquanto o líder ficava com a maior parte do dinheiro obtido ilegalmente. A estratégia do mandante envolvia se manter oculto, utilizando intermediários para praticar as fraudes e dificultar o rastreamento de suas ações.
Mandados e possível condenação
Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara da Justiça Federal em Palmas. Os investigados poderão responder pelos crimes de:
- Uso de documento falso (Art. 304 do Código Penal);
- Estelionato majorado (Art. 171, §3º do Código Penal), quando praticado contra entidade pública.
Caso condenados, as penas podem somar até 11 anos de reclusão.
A Polícia Federal não divulgou os nomes dos suspeitos detidos, mantendo o sigilo necessário para não comprometer o andamento das investigações. As ações fazem parte de um esforço contínuo da PF para combater fraudes que atingem instituições financeiras públicas e privadas em todo o país.
A operação “Principalem” reforça o compromisso das autoridades em identificar e punir os responsáveis por crimes que afetam diretamente o sistema financeiro e a população.