Uma empresa do setor automotivo instalada em Palmas passou a ser alvo de ação judicial após uma série de reclamações de consumidores apontar possíveis práticas abusivas na prestação de serviços. As denúncias, encaminhadas por meio de canais oficiais de atendimento e posteriormente analisadas em procedimento investigativo, relatam diferenças significativas entre os valores inicialmente apresentados em orçamento e o montante cobrado ao final do serviço, além da inclusão de procedimentos não autorizados previamente.
Em um dos casos citados na investigação, um reparo estimado em cerca de R$ 1.400 teria resultado em cobrança próxima de R$ 7 mil, após a suposta inserção de novos itens ao longo da execução. Também foram relatadas divergências entre o valor efetivamente pago e o registrado em documento fiscal. Os indícios levantados incluem possível venda casada, falhas na transparência das informações e cobrança por serviços não solicitados — práticas que, se confirmadas, podem configurar infrações ao Código de Defesa do Consumidor.
Diante do volume de registros, foi proposta ação com pedido de medidas urgentes para que a empresa suspenda condutas consideradas abusivas, cumpra integralmente as ofertas anunciadas e garanta clareza nos orçamentos e na emissão de notas fiscais. Reclamações semelhantes também foram identificadas em órgãos de proteção ao consumidor, reforçando a hipótese de recorrência.
O caso serve de alerta para motoristas e proprietários de veículos: antes de autorizar qualquer reparo, é recomendável exigir orçamento detalhado por escrito, questionar a necessidade de serviços adicionais e solicitar nota fiscal compatível com o valor pago. Em situações de suspeita de abuso, o consumidor pode registrar reclamação nos órgãos de defesa e reunir documentos que comprovem a contratação. Informação e registro formal são ferramentas essenciais para evitar prejuízos e fortalecer a proteção coletiva nas relações de consumo.

