Segundo a neta, Lorena Ruiz, esse processo é necessário para posteriormente ser feito o enxerto de pele.
“É uma terapia intensiva que vai ajudar onde teve essa fratura a cicatrizar mais rápido, para que fique menos espaço para fazer um enxerto. E meu avô corre risco assim de infecção, de ter que amputar o braço, então a gente tem que correr para poder manter ele quietinho com esse curativo, para poder não acontecer nada e ele ficar bem”, contou.
O idoso é diabético e precisa seguir um tratamento específico, por isso tem sido acompanhado de perto por uma equipe médica. A neta informou que o avô deve colocar outro curativo a vácuo.
“Vai precisar fazer outro curativo a vácuo, não é só esse. Ele fica um tempo com esse curativo. Ele é ligado em uma máquina. Vai ficar um tempo para quando o médico ver que realmente está em um momento perfeito, vai ser feito o enxerto. A gente está com fé que ele receba alta, mas eu não sei se vai ser essa semana ainda, não tem previsão”, explicou.
A família também pede privacidade com relação às visitas no hospital de pessoas que não são parentes.
“Tem pessoas que a gente não conhece, que não é parente, não são pessoas da convivência do meu avô, está indo no hospital para poder visitar. E a gente quer que respeite isso, porque a gente não quer visita agora. A gente quer que meu avô saia o mais rápido possível, que não venha, que não tenha risco de infecção”, disse a neta.

Idoso atacado por cachorro em Palmas segue internado
Ataque no Natal
O ataque aconteceu no dia 25 de dezembro de 2025, na quadra 606 Sul, quando Nivaldo desembarcava de um veículo. O idoso e a família tinham acabado de chegar em casa, depois de uma comemoração de Natal.
“A gente tava chegando do Natal, que a gente passou no interior do Tocantins. Estava retirando as coisas do carro para poder deixar meu vô e minha irmã na casa dos meus pais. Tava meu esposo, minha irmã, minha filha de 8 anos e meu vô. Eu ajudei meu vô a descer do carro porque ele é um idoso bem debilitado. Ele tem diabetes, já teve AVC”, disse a neta.
Conforme Lorena, na noite em que seu avô foi atacado, ela viu que o pitbull estava tentando atacar um jovem. Uma família na vizinhança que estava celebrando o Natal tentou ajudar. “O cachorro foi até o carro onde meu esposo estava com a minha filha e meu avô tentou correr para ir ao portão. Ele não conseguiu, pela idade avançada, ruim para se movimentar, e atacou meu meu avô”.
Idoso foi atacado por idoso em rua de Palmas — Foto: Sou de Palmas/TV Anhanguera/Reprodução
A tutora do animal, uma mulher de 31 anos, foi conduzida pela Polícia Militar à Central de Flagrantes, onde foi registrado um boletim de ocorrência. Ela admitiu ser a proprietária do cachorro e alegou aos policiais que o animal havia fugido de casa antes do incidente. A família da vítima disse que, logo após o ataque, os responsáveis recolheram o cão sem prestar assistência.
O nome da tutora não foi divulgado, por isso o g1 não conseguiu contato com a defesa dela.
A tutora do pitbull que atacou Nivaldo está proibida de deixar o animal em vias públicas após determinação da Prefeitura de Palmas. A mulher também foi autuada e vai responder pelo caso de forma administrativa e penal, devido aos danos causados ao idoso.
Idoso de 83 anos ficou gravemente ferido após ser atacado por pitbull em Palmas — Foto: Arquivo Pessoal/Lorena Ruiz

