
O expediente está em tramitação na Assembleia Legislativa do Tocantins.
Dicom – Aleto / HD
Requerimento do deputado estadual Professor Júnior Geo (PSDB) solicita informações detalhadas, oficiais, completas e atualizadas, acerca das despesas públicas realizadas com viagens internacionais do governador Wanderlei Barbosa (REP) e de sua esposa, Karynne Sotero Campos, na qualidade de primeira-dama do Estado do Tocantins, bem como, informações sobre os resultados concretos auferidos ao Estado do Tocantins, em decorrência de cada viagem internacional. O expediente está em tramitação na Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) e foi endereçado ao chefe do Poder Executivo, com cópia aos secretários de Estado da Administração, Fazenda e Governadoria.
Na Imprensa
O deputado Júnior Geo explica que, conforme amplo levantamento realizado por alguns veículos da Imprensa, o governador Wanderlei Barbosa realizou nove saídas do país, durante o mandato, ao passo que a primeira-dama Karynne Sotero Campos realizou oito viagens internacionais, no mesmo período.
Quatro voltas
“Juntos, percorreram distância equivalente a quase quatro voltas ao redor do mundo. Embora a assessoria do governo tenha afirmado que todas as viagens foram realizadas a trabalho, há questões legítimas que demandam esclarecimento por parte do Poder Legislativo, no exercício de sua função constitucional de fiscalização” – assegura o parlamentar.
Qual retorno?
Para Geo, a obtenção dessas informações possibilitará ao Poder Legislativo avaliar se os recursos públicos despendidos nessas viagens geraram retorno proporcional para o estado do Tocantins, seja na forma de contratos firmados, convênios celebrados, investimentos atraídos, acordos de cooperação, memorandos de entendimento ou quaisquer outros instrumentos formais que representam benefício concreto à população tocantinense.
Pelo Erário
Os destinos das viagens incluem, entre outros, países como Suíça, Israel, Portugal e Marrocos. Constatou-se, ainda, que em viagens internacionais, as passagens aéreas da primeira-dama foram custeadas pelo Estado, o que suscita dúvidas sobre o tratamento dispensado às demais viagens realizadas no curso do mandato.
Transparência
O deputado assegura que “não se questiona o direito do chefe do Executivo de realizar missões oficiais no exterior”. O que se busca é garantir a plena transparência no uso dos recursos públicos, em observância aos princípios constitucionais da legalidade, publicidade, moralidade e eficiência administrativa, previstos em lei” – conclui o Prof. Júnior Geo.

