O deputado federal Eli Borges revelou que foi convocado pelo governador Wanderlei Barbosa para disputar uma vaga ao Senado Federal pelo Republicanos nas eleições de 2026. A articulação, ainda em fase inicial, já provoca forte repercussão nos bastidores políticos do Tocantins e levanta dúvidas sobre a composição da chapa majoritária governista.
A possível entrada de Eli Borges na disputa ao Senado é vista como um movimento estratégico do Palácio Araguaia, que busca consolidar um nome competitivo e alinhado ao perfil de parte significativa do eleitorado. Com isso, o cenário interno do grupo governista passa por reconfiguração.
Um dos principais impactos recai sobre o deputado federal Carlos Gaguim. Até então, Gaguim vinha sendo constantemente cogitado dentro da chapa majoritária, com presença nas articulações centrais do grupo. No entanto, com a convocação de Eli Borges para o Senado, cresce a possibilidade de o parlamentar perder espaço na composição principal.
Nos bastidores, a avaliação é de que, caso não seja confirmado dentro da chapa majoritária, o próprio Eli Borges pode surgir como alternativa em uma eventual candidatura avulsa ao Senado, cenário considerado menos provável diante da força da articulação governista, mas que ainda não está totalmente descartado.
De acordo com analistas políticos do portal CB Notícias, o momento expõe um desafio recorrente do grupo liderado por Wanderlei Barbosa: a dificuldade em acomodar aliados estratégicos dentro da chapa majoritária sem gerar desgaste interno.
Os analistas lembram que essa situação não é inédita. Em um episódio recente, Amélio Cayres queria integrar a chapa majoritária, mas o governador não conseguiu viabilizar sua inclusão. Pelo peso político e capital eleitoral que possui, Amélio não aceitou disputar uma candidatura avulsa e acabou se afastando do grupo governista. O caso é visto como emblemático e serve de alerta para o atual momento político.
“Mesmo com toda a estrutura, força e poder de articulação do governo, já ficou claro que nem sempre é possível segurar aliados quando não há espaço real na chapa majoritária”, avaliam analistas do portal CB Notícias.
Ainda segundo analistas, o cenário atual levanta um questionamento direto: o governador conseguirá, desta vez, montar uma chapa que contemple seus principais aliados? Será que desta vez Wanderlei Barbosa conseguirá incluir Eli Borges na chapa majoritária? Com Amélio Cayres, ele não conseguiu.
A principal dúvida agora gira em torno do futuro de Gaguim dentro da chapa majoritária, em meio a um ambiente de intensa movimentação e negociações. Enquanto isso, o grupo governista segue ajustando suas peças em um tabuleiro cada vez mais competitivo.
A disputa pelo Senado no Tocantins, ao que tudo indica, será marcada não apenas pelo embate entre grupos políticos, mas também por fortes rearranjos internos, capazes de redesenhar completamente o cenário eleitoral de 2026.
Por: Bruno Evangelista

