Pacientes de vários municípios aguardam horas por atendimento e cobram explicações sobre a falta de comunicação prévia
Pacientes e familiares procuraram o Portal CB Notícias nesta quarta-feira (9) para relatar uma situação ocorrida no Centro de Alta Complexidade de Araguaína, unidade ligada ao Hospital Regional de Araguaína (HRA), administrado pela Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins.
Segundo os relatos, pacientes que tinham consultas previamente agendadas chegaram ao local por volta das 6h30 da manhã. Após aproximadamente três horas de espera, foram informados de que os atendimentos não seriam realizados. Conforme a informação repassada no local, os médicos anestesistas estão em greve.
A situação afetou também pacientes de vários municípios, que precisaram se deslocar até Araguaína para realizar consultas previamente agendadas. Para essas famílias, além da espera, existe o desgaste de viajar para outra cidade e chegar ao local para descobrir somente depois que não haveria atendimento.
Entre os pacientes estavam crianças que, segundo os familiares, deixaram de ir à escola para comparecer às consultas. A principal reclamação é a falta de comunicação antecipada.
Crianças aguardam cirurgias desde janeiro
Além das consultas suspensas, familiares relatam ao Portal CB Notícias uma situação ainda mais preocupante: há crianças que aguardam desde janeiro pela realização de cirurgias.
São meses de espera por um procedimento que, segundo os familiares, ainda não foi realizado. Agora, com a paralisação dos médicos anestesistas, surge uma nova preocupação: quanto tempo essas crianças ainda terão que esperar para conseguir realizar suas cirurgias?
A pergunta que as famílias fazem é simples, mas envolve uma espera que já dura meses: se uma criança está aguardando por uma cirurgia desde janeiro, qual é agora a previsão para que ela seja finalmente atendida? A greve dos anestesistas vai aumentar ainda mais esse tempo de espera?
Os familiares cobram da Secretaria de Estado da Saúde e da direção do Hospital Regional de Araguaína informações claras sobre a fila de cirurgias, a situação de cada paciente e uma previsão para a realização dos procedimentos.
O caso chama atenção não apenas pela suspensão dos atendimentos, mas também pela falta de comunicação prévia. Pacientes saíram de seus municípios, chegaram cedo ao hospital, aguardaram por horas e somente depois receberam a informação de que não seriam atendidos.
O episódio gera questionamentos à gestão da Saúde no Tocantins e coloca em evidência a necessidade de informações claras aos pacientes, principalmente àqueles que já aguardam há meses por procedimentos cirúrgicos.
O Portal CB Notícias busca esclarecimentos junto à Secretaria de Estado da Saúde e à direção do Hospital Regional de Araguaína sobre quantos pacientes foram afetados, quando a suspensão dos atendimentos foi comunicada, por que os pacientes não foram avisados previamente e, principalmente, qual é a previsão para as cirurgias das crianças que, segundo os familiares, aguardam desde janeiro.
O espaço permanece aberto para manifestação do Governo do Tocantins, da Secretaria de Estado da Saúde e da direção do Hospital Regional de Araguaína.



