O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, afirmou que o papel de um bom magistrado não é buscar protagonismo ou destaque público, mas sim assumir a responsabilidade de julgar com equilíbrio, consciência e compromisso com o dever institucional.
A declaração foi feita durante uma palestra realizada na seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro, onde o ministro abordou os desafios da atuação judicial no cenário contemporâneo. Segundo ele, a função do juiz exige serenidade e técnica, sobretudo diante de pressões políticas e sociais.
Durante o discurso, Mendonça destacou que sua principal meta em qualquer processo é compreender o que é correto, decidir de forma justa e agir pelos motivos certos. Ele também afirmou não ter a pretensão de ser visto como “salvador” ou figura extraordinária, ressaltando que o cargo público carrega mais deveres e responsabilidades do que privilégios.
O ministro defendeu ainda que a coragem no exercício da magistratura não está ligada à imposição ou ao protagonismo, mas sim à capacidade de tomar decisões com tranquilidade e racionalidade, mesmo em situações adversas. Para ele, a humildade e o reconhecimento de eventuais limitações fazem parte da atuação institucional e contribuem para preservar a confiança da sociedade no sistema de Justiça.
A fala ocorreu em meio à condução de processos de grande repercussão nacional sob sua relatoria no STF, reforçando a visão de que o Judiciário deve atuar com discrição técnica e responsabilidade, evitando personalizações ou disputas por visibilidade.
Por: Bruno Evangelista
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