“Toda Cidade Precisa de um Museu” foi contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc e propõe aproximar patrimônio, educação e direito à memória da população.
Depois da repercussão de “Diário de uma Odisseia – Do Cerrado ao Fim do Mundo: Uma Jornada de Descobertas”, o professor, historiador e escritor Régis Carvalho prepara uma nova publicação. Desta vez, o olhar que percorreu grandes distâncias volta-se para aquilo que está bem próximo de nós: as memórias das cidades e das pessoas que as constroem. O projeto de publicação do livro “Toda Cidade Precisa de um Museu” foi contemplado por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), possibilitando transformar em livro uma reflexão construída a partir da experiência do autor com educação, patrimônio cultural, memória e atuação comunitária.
A nova obra parte de uma ideia aparentemente simples, mas provocadora: uma cidade que não preserva suas memórias corre o risco de perder parte de sua própria identidade. Em linguagem acessível, o livro pretende romper com a visão do museu como um lugar destinado apenas à guarda de objetos antigos. Apresenta o museu como espaço vivo, educativo e comunitário, capaz de reunir histórias, fotografias, documentos, objetos, saberes, fazeres e narrativas que ajudam uma população a compreender de onde veio e reconhecer-se em seu território.
“Quando digo que toda cidade precisa de um museu, não estou falando apenas de um prédio. Estou falando do direito que cada comunidade tem de preservar suas histórias, reconhecer seus personagens e entregar às próximas gerações aquilo que recebeu das anteriores”, destaca o professor Régis Carvalho.
Lançamento será uma ação cultural e educativa.
A proposta é que o lançamento de “Toda Cidade Precisa de um Museu” ultrapasse o formato tradicional de apresentação e sessão de autógrafos. O evento será concebido como uma ação cultural e educativa, promovendo um encontro sobre memória, patrimônio, museus, identidade, pertencimento e direito à memória. A programação deverá aproximar a publicação da comunidade e estimular sua utilização em escolas, bibliotecas, universidades, museus, instituições culturais e outros espaços educativos. A ideia é também provocar uma pergunta entre os participantes: o que estamos fazendo hoje para que as próximas gerações conheçam as histórias de nossas cidades?
O projeto prevê ainda ações de circulação e democratização do acesso à publicação, ampliando o potencial educativo da obra e fortalecendo o diálogo entre literatura, patrimônio e educação.
Do Cerrado ao museu.
A nova publicação marca também outro momento da trajetória literária do autor. Se em “Diário de uma Odisseia – Do Cerrado ao Fim do Mundo” Régis Carvalho transforma deslocamentos, paisagens e descobertas em narrativa, agora direciona sua escrita para uma temática que acompanha sua própria atuação no campo cultural: a defesa da memória como direito coletivo. Para o autor, museus não pertencem apenas às grandes cidades ou aos grandes acontecimentos da história. Uma pequena comunidade, um bairro ou um município também possui personagens, objetos, fotografias, manifestações culturais, conhecimentos e lembranças que merecem ser preservados.
É justamente essa perspectiva que orienta “Toda Cidade Precisa de um Museu”: mostrar que preservar memória não significa permanecer preso ao passado. Significa compreender o passado para fortalecer identidades no presente e construir conscientemente o futuro. Com a publicação contemplada pela PNAB, o professor Régis Carvalho dá continuidade a uma trajetória que aproxima história, educação, cultura e patrimônio, colocando no centro uma convicção que sintetiza o espírito da nova obra:
Toda cidade tem uma história. Toda comunidade tem memória. E toda memória merece um lugar para continuar viva.



