A internet via satélite diretamente no celular está cada vez mais próxima de se tornar realidade no Brasil. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu mais um passo no processo de regulamentação da tecnologia Direct to Cell (D2C), que permitirá que smartphones compatíveis se conectem aos satélites da Starlink mesmo em regiões sem cobertura das redes móveis convencionais.
A tecnologia promete ampliar o acesso à comunicação em áreas rurais, comunidades isoladas, rodovias e outros locais onde o sinal das operadoras de telefonia é inexistente ou instável. A proposta é utilizar a constelação de satélites da Starlink para estabelecer conexão direta com celulares, sem a necessidade de antenas ou equipamentos adicionais.
Embora o avanço regulatório represente um marco para a expansão da conectividade no país, o serviço ainda não está liberado para uso comercial. A operação depende da conclusão das etapas de autorização da Anatel e da definição dos modelos de prestação do serviço no mercado brasileiro.
Na fase inicial, a tecnologia deverá oferecer suporte para envio e recebimento de mensagens de texto, compartilhamento de localização e chamadas de emergência. Em uma segunda etapa, a expectativa é que sejam disponibilizados serviços de chamadas de voz e acesso à internet via satélite.
Entre os aparelhos que já possuem suporte para a nova tecnologia estão:
- Apple: iPhone 14 e versões mais recentes;
- Samsung: linhas Galaxy S21 e posteriores, além de modelos como Galaxy A14, A15, A16, A35, A53 e A54;
- Motorola: smartphones lançados a partir de 2024 com compatibilidade para conexão via satélite;
- Google: toda a linha Pixel 9.
Mesmo com aparelhos compatíveis, a utilização da tecnologia dependerá da liberação oficial do serviço no Brasil e da disponibilidade de atualizações de software fornecidas pelos fabricantes.
A chegada da internet via satélite aos celulares é considerada um dos maiores avanços da telefonia móvel nos últimos anos. A expectativa é reduzir as áreas sem cobertura no país e garantir conectividade para milhões de brasileiros que vivem ou transitam em regiões onde o sinal convencional ainda não alcança.
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