O julgamento das acusadas pela morte do empresário Paulo Couto foi realizado no dia 16 de junho, com início às 8h da manhã e encerramento por volta das 21h30, quando foi feita a leitura da sentença. Durante todo o dia, familiares, amigos e pessoas próximas acompanharam atentamente os trabalhos no Tribunal do Júri.
Ao final do julgamento, Rejane Mendes, que confessou participação no crime, foi condenada a 24 anos e 3 meses de prisão em regime fechado e cumprirá pena em Ananás TO. Já sua irmã, Lidiana Mendes, foi condenada a 1 ano e 3 meses em regime aberto pelo crime de ocultação de cadáver. Crime com condenação abaixo de 04 anos, basta comparecer ao Forum periodicamente.
Embora a família considere justa a condenação das rés, parentes afirmam permanecer insatisfeitos com a conclusão de que o crime teria sido praticado por apenas uma pessoa. Segundo familiares, Paulo Couto era um homem acostumado ao trabalho pesado na fazenda, lidava diariamente com gado, cercas e atividades rurais, sendo considerado uma pessoa forte e trabalhadora.
Outro ponto que ainda gera questionamentos entre familiares é o desaparecimento de objetos pessoais da vítima, incluindo relógio, pulseira de ouro e telefone celular. Para a família, algumas circunstâncias do caso continuam sem respostas e merecem esclarecimentos.
Um dos momentos mais emocionantes do julgamento ocorreu quando a filha de Paulo Couto, policial civil e participante das investigações, leu uma carta em homenagem ao pai. Em seu relato, destacou a importância de Paulo Couto para a família, amigos e parentes, lembrando seu papel como referência e sustentação familiar. A manifestação comoveu os presentes e marcou o encerramento de um julgamento aguardado há anos pelos familiares da vítima.



