Matematicamente fora da disputa pelo título do Campeonato Inglês, após o empate por 1 a 1 na última semana, fora de casa contra o Bournemouth, o Manchester City vai encerrar neste domingo a temporada 2025/26, recebendo o Aston Villa às 16h (horário de Portugal continental).
Um jogo que promete fortes emoções no Etihad Stadium, já que será o último em que não só Bernardo Silva e John Stones vestirão a camisa dos Citizens, como também o técnico Pep Guardiola estará no banco de reservas, após anunciar na última sexta-feira a decisão de deixar o cargo que ocupa desde o verão de 2016.
Na primeira entrevista após tornar público o “adeus”, à emissora britânica Sky Sports, o treinador espanhol falou sobre diversos temas e revelou até o principal arrependimento de sua passagem pela Inglaterra.
“Tenho de confessar que tenho arrependimentos. Tomei muitas decisões… Você comete erros, mas há um arrependimento que carrego há muitos anos: o fato de não ter dado a Joe Hart uma oportunidade de mostrar o quanto ele era bom goleiro. Eu deveria ter feito isso”, afirmou.
“Tenho todo o respeito pelo Claudio Bravo e pelo Ederson Moraes, mas naquele momento pensei: ‘ok, Joe, vamos tentar juntos. Se não funcionar, podemos mudar, porque isso já aconteceu antes’. Mas pelo menos teria tentado. Às vezes preciso tomar decisões, e nem sempre sou justo o suficiente. Com o tempo e a experiência, me arrependo”, acrescentou.
Quando Pep Guardiola chegou ao Manchester City, Joe Hart era o titular absoluto do gol, tendo disputado 347 partidas oficiais pelo clube. Porém, a pedido do treinador espanhol, que preferia um goleiro com melhor jogo com os pés, o clube acabou pagando 18 milhões de euros ao FC Barcelona por Claudio Bravo.
“É como assistir ao próprio funeral”
Pep Guardiola também comentou a forma como tem recebido elogios desde que anunciou sua saída do Manchester City:
“O que levo são as memórias que construí com as pessoas, sem dúvida. São muitas coisas boas… Tenho sorte, porque normalmente — não sei por quê — quando morremos, nunca ouvimos o que dizem de nós. Agora não vou morrer, mas tenho a oportunidade de ouvir o carinho que as pessoas têm por mim. É muito bom, me sinto abençoado.”
“É como assistir ao próprio funeral e ver as pessoas falando de você. Dez anos é muito tempo, com muitos jogos, bons e maus momentos… É o resumo perfeito do que vivi nessa década, em uma cidade especial que vai ficar comigo para sempre”, completou o treinador, entre risos.
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