A situação aconteceu em um curso técnico de enfermagem em Augustinópolis, região do Bico do Papagaio. Nas imagens, Luana aparece ministrando o conteúdo enquanto segura a criança e, em seguida, continua cuidando da menina, brincando com objetos sobre a mesa.
Para a professora, a atitude faz parte do próprio processo educacional. “Ensinar, para mim, não é só transmitir conteúdo. É enxergar o aluno como ser humano, com histórias, dores, desafios… e muitas vezes, com batalhas silenciosas que ninguém vê”, disse ao g1.
Luana leciona há um ano e quatro meses em uma escola técnica. A professora contou que se sensibilizou com a situação porque viveu experiência semelhante quando era estudante. Mãe aos 14 e aos 17 anos, afirmou que precisou levar a filha bebê para a escola e que o apoio recebido na época foi decisivo para sua trajetória.
A professora acredita que a maternidade não deve ser um obstáculo para a continuidade dos estudos. Segundo ela, se depender de sua atuação, os estudantes sempre terão suporte para não desistirem da formação. “Nenhuma mulher vai desistir por falta de apoio”, afirmou.
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Luana Patrícia Garcia com a filha de uma estudante no colo em sala — Foto: Luana Patrícia Garcia/Arquivo pessoal
Apoio à aluna
Segundo Luana, a situação começou no dia anterior à aula, quando a estudante avisou, em um grupo, que não teria com quem deixar a filha.
A aluna mora sozinha, longe da família e sem rede de apoio. Diante disso, a professora afirmou que houve acolhimento imediato por parte dela, da coordenação e da instituição, que autorizaram a presença da criança.
“Fiquei muito grata pelo apoio da professora Luana com a minha filha. Foi uma ajuda muito importante, pois permitiu que eu acompanhasse as aulas e não ficasse prejudicada. Esse cuidado fez toda a diferença para a gente, principalmente nesse momento”, contou.

